contando a boiada fora do curral

Por Wilson Gomes
"Quando fui contar o gado bolsonarista, como faço toda manhã, dei por falta de um bodinho valente que adorava criar caso. Não é que o danadinho pulou a cerca e se mandou? Chamava-se Carlos Vereza e vai fazer falta.

Nem bem me recupero do susto, alguém me avisa que o organizador do Brazilian Day, um tal de  João de Matos, também saltou fora. Disse que a gota d'água foi quando, em Hamptons, ouviu uma rádio local dizendo que Jair era "the biggest stupid president in power in the world". Achou que Bolsonaro estava sujando a sua fita.

Não é por nada não, mas não tem mais dia sem perdas de gado: uma cabra aqui, uma vaquinha ali, dois ou três touros ferozes e o rebanho só minguando. Já senti quando Lobão, Bebbiano e Kim Katagiri escafederam-se. Nem bem me recuperei, escapam também Padilha, Marco Antonio Villa, Alexandre Frota e Joice Hasselmann. Pronto, cerca arrebentada não se tem mais paz. E lá se vão Doria e Witzel. Por fim, se mandou até gado grande, reses premiadas, como Janaína Paschoal e Ronaldo Caiado. 

No ritmo que a coisa vai, até o fim da pandemia ficará só a arraia miúda, bicho de pouca monta, que faz barulho, mas não dá retorno. Além da famiglia, claro. Amor sincero mesmo, só o dos filhos, que são programados geneticamente para tanto. Michelle? Nãããã! Com certeza só está com o mito porque ele é sexy e não pega vírus."

*Wilson Gomes, professor da FACOM/UFBA

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