A queda da URSS foi uma tragédia para a humanidade, mas não o fim da história.
Por Nikos Mottas - Via Diego González* A contra-revolução não foi um acidente, mas o resultado de um longo processo de retrocesso ideológico e erosão estrutural dentro do próprio socialismo. Em 26 de dezembro de 1991, quando a bandeira vermelha do Kremlin foi arrancada pela última vez, o mundo não só assistiu à dissolução de um Estado. Testemunhou a vitória da contra-revolução: o triunfo temporário do capitalismo sobre a tentativa histórica mais avançada de abolir a exploração e o domínio de classe. A queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas não foi o fim de uma experiência que tinha "fracassado", como insiste a ideologia burguesa. Foi uma das maiores tragédias da história humana precisamente porque interrompeu um processo que transformou a vida de centenas de milhões de pessoas e reconfigurou o equilíbrio global das forças de classe. Durante a maior parte do século XX, a URSS foi a prova viva de que o capitalismo não era eterno nem inevitável. Aboliu ...