Quanto Mais o Atacam, Mais Forte Se Torna: o Paradoxo do Irão que Escapa à Estupidez Imperial
Por Tahar Lamri, via Ana Vasconcelos. Publicação in 16/Mar/2026. (Tradução de Isabel Conde)* ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Há uma categoria que falta no debate sobre a guerra em curso contra o Irão e a sua ausência explica por que é que aqueles que a travam continuam a enganar-se em tudo. O Irão não é um movimento guerrilheiro como a FLN argelina, que era uma frente sem dogma unificador – coligação de nacionalistas, socialistas, comunistas, conservadores – unido por um único objectivo: expulsar o colonizador. Não é o Vietname do Norte, que era um Estado numa parte do território com uma doutrina exportável – o comunismo – mas dependente de Moscovo e Pequim e geograficamente limitado. O Hamas, o Hezbollah, os houthis são milícias, entidades subnacionais que usam tácticas de guerrilha porque não têm alternativa: a sua assimetria é forçada, não escolhida. O Irão é algo diferente e historicamente novo: representa o primeiro caso histórico de um Estado que adopta estruturalmente a do...