Geopolítica: Das últimas fronteiras do Ártico a OTAN em sua fase terminal

Por Belarmino Mariano*

Ontem os líderes da Inglaterra, França e Alemanha declararam que ajudarão militarmente o Reino da Dinamarca, na proteção da Groelândia contra uma possível invasão de Trump. Isso pode colocar a Organização Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nas cordas e abrir precedentes para um maior isolamento geopolítico dos EUA na região.

Na mesma linha, França, Alemanha e Itália resolvem reabrir diálogo com Vladimir Putin, sobre a guerra na Ucrânia e outros acordos multilaterais que reduzem a influência dos EUA, atrapalhando inclusive seus acordos com Zelenski sobre terras raras ucranianas.

O jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar relatou em seu canal no Youtube que Portugal poderá ser o primeiro país europeu a entrar para o BRICS, com negociação secreta bem avançada, enterrando de vez a influência de Trump na zona do euro e criando a ancora que falta para a instalação da "nova rota da seda" na Europa Ocidental.

De acordo com a jornalista Loren Loren, via Blaut Ulian Junior (Guarabira50graus, 2026), 
"ex-general da NATO (OTAN), o francês Michel Yakovleff, surpreende o mundo ao apelar à Europa para declarar guerra aos Estados Unidos caso Trump tome posse da Groenlândia. O que antes era impensável está agora a ser dito em voz alta pelos aliados europeus em reacção ao rapto ilegal do presidente de uma nação soberana por Donald Trump e às suas óbvias intenções de tomar a Groenlândia à Dinamarca".

Para fechar a tampa do caixão, finalmente e depois de 25 anos foi assinado o grande acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. Mesmo com a resistência de agricultores franceses, italianos e poloneses. Esse acordo abre os grandes portos europeus para o Mercosul e também barateia os bens industriais da Europa na América Latina, diminuindo a dependência em relação aos caros produtos dos EUA.

Esse acordo UE e Mercosul teve grande influência do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, membro do BRICS e que irá proteger os mercados de ambos contra a pesada tarifação de Trump.

Trump que havia sequestrado um navio petroleiro de bandeira e tripulação russa, já recuou e libertou toda a tripulação russa. Pois Putin, fez uma pequena demonstração de força bélica que assombrou a casa Branca e o Pentágono, ao lançar um grande míssil (com potencial para transportar ogiva nuclear), sem ser identificado por radares.

O míssil com velocidade de 1.800 km/h, maior que a velocidade do som. Atingiu Kiev, capital da Ucrânia, sem ser notado nem captado por nenhum radar ou base anti míssil. Líderes europeus e dos EUA, ainda estão sem entender essa tecnologia russa, mas também chinesa, norte-coreana e iraniana.

Enquanto isso, uma grande fortilha naval russa, chinesa e iraniana, estão chegando à costa da África do Sul (BRICS) para treinamento militar naval. Essa área em mar territorial da África do Sul é o ponto de encontro entre os oceanos Índico e Atlântico, a meio caminho do Brasil, Venezuela e do Golfo Pérsico.

Com o grande cisma europeu em relação ao Trump e aos EUA, a situação geopolítica entra noutra fase, pois a OTAN poderá ser extinta. Com isso, os EUA perderiam a grande influência na Europa Ocidental, favorecendo acordos de paz e comércio com a Rússia (BRICS+). O euro sairia completamente da dependência do dólar e a Ucrânia nesse momento é a grande moeda de trocas.

Não podemos esquecer que México e Canadá continuam na mira de Donald Trump, mas Tanto os governos, quanto o povo desses dois países fronteiras dos EUA, estão unidos e preparados para qualquer confronto direto. As relações multilaterais entre Canadá, México, países europeus e do BRICS cresceram muito em 2025 e tendem a se ampliar em 2026.

Enquanto isso, milhões de norte-americanos tomaram conta das ruas dos grandes centros e protestam radicalmente, contra o governo de Trump, em especial a sua política de perseguição aos imigrantes, a invasão da Venezuela e o sequestro de Nicolas Maduro e sua esposa Cília Flores. 

Cenas de guerra civil, panteras negras, ICE, organizações de ultra direita, povos originais, latinos, judeus ortodoxos e estudantes, armados ou com bolas de neve, se enfrentam violentamente, enquanto a mídia contraria a Trump divulga milhares de imagens do seu envolvimento em pedofilia com adolescentes, escandaliza toda a sua base moralista e conservadora.

Muitos analistas avaliam que o sequestro de Nicolas Maduro, também foi uma tentativa para desviar os escândalos de pedofilia, mas não adiantou pois pesquisas apontam que mais de 76% dos norte-Americanos condenaram a invasão da Venezuela e sequestro de Maduro. Parece que Trump está num "mato sem cachorros".

O pesquisador Gomes (radicaislivres.eco, 2026), afirmou que o grande problema da Europa não é Moscou (Putin), mas Washington (Trump):
"Enquanto a Europa olha fixamente com medo de Moscovo, alguém do outro lado do Atlântico resolveu virar o tabuleiro, atirar as peças ao chão e declarar que o jogo agora é outro. Esse alguém chama-se Donald Trump. E o seu problema não é a Rússia, nem a China, nem o Irão, o problema é Trump que governa por impulsos". 

Para Gomes (2026), "se a Europa não acordar deste pesadelo, poderá cair definitivamente da sua "cama" de conforto político e encontrar-se num labirinto sem saída." A Geopolítica vive sua maior metamorfose, pois se mistura aos discursos geoeconômicos e aos paradoxos da quarta revolução tecnológica, energética e midiática.

*Por Belarmino Mariano. Imagem das redes sociais (IA).
Fontes: 





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