Trump, o Sequestrador e Suas Exigências Mercenárias.

Por Belarmino Mariano*

O amigo Miguel Mattos, comentou em um artigo que escrevi: "Trump se comporta como um pirata, mercenário". O bandido e a sua organização criminosa, depois que faz o sequestro, telefona para a família da vítima e começa a fazer as exigências mais estapafúrdias.

Depois do sequestro de Nicolas Maduro e sua esposa, o criminoso e terrorista de Estado Donald Trump e sua turma, passaram a fazer exigências a Delcy Rodriguez, nova líder do governo venezuelano: 

1) exigiu medidas energéticas contra o tráfico de drogas;
2) exigiu a expulsão dos agentes iranianos, cubanos, chineses e russos, considerados inimigos dos interesses norte-americanos; 
3) exigiu a imediata interrupção na venda de petróleo a adversários dos EUA; 
4) exigiu a abertura para que empresas petrolíferas dos EUA tenham acesso à exploração irrestrita de petróleo e outros recursos;
5) exigiu que o governo venezuelano saia de qualquer tipo de relações financeiras que não sejam mediadas pelo dólar, com acesso irrestrito ao petróleo. 

Em entrevistas, Trump afirmou que pretende governar a Venezuela com Delcy Rodriguez, como se já existisse um acerto, mas caso ela não cumpra as suas exigências, ela poderá sofrer punições piores que as impostas a Maduro. Trump acredita que Delcy Rodrigues será um fantoche dos EUA.

Talvez, o terrorista de Estado Trump não saiba, mas Delcy Rodriguez é uma guerrilheira, filha de guerrilheiros e forte bolivariana, desde as origens do "chavismo". Trump não tem ideia da força das mulheres revolucionárias latino-americanas.

Enquanto o membro americano de uma rede criminosa de pedofilia nos EUA, faz suas exigências criminosas, a nova líder Venezuelana já declarava em alto e bom som que “A Venezuela não será Colônia de ninguém!"

Delcy Rodriguez, relembrou que a Venezuela é uma pátria livre e soberana a mais de dois séculos e seu libertador foi Simon Bolívar, venezuelano e defensor da grande pátria latino-americana.

Delcy Rodriguez declarou que não estava só, pois o povo bolivariano se libertou da colonização espanhola em 1811, e que faz parte da Revolução Boliviana liderada por Hugo Chaves e Nicolas Maduro. 

Ela declarou que, se agora está assumindo o comando geral do país, devido a ausência de Nicolas Maduro, será para garantir a resistência institucional contra o imperialismo que tenta roubar as riquezas do povo Venezuelano.

Delcy Rodriguez sabe que a Suprema Corte venezuelana, na ausência involuntária de Nicolas Maduro, transferiu todos os poderes presidenciais a ela; "em outras circunstâncias poderíamos dizer, tratar-se de um golpe, mas aqui, foi um 'anti-golpe', com o qual os ianques não contavam".

Ela declarou que: "na verdade, o Sistema Jurídico Bolivariano já havia antecipado um cenário de decapitação do governo e tratou de criar mecanismos que dessem continuidade ao Regime, o que parece estar, até aqui, funcionando".

Talvez Trump nem imagina, mas Delcy Rodriguez, além de mulher revolucionária, é Economista, ex-Chancelar e ex-presidente da Assembleia Nacional Constituinte. Portanto, não se trata de uma aventureira inexperiente que caiu de paraquedas no mais elevado cargo de primeira mulher presidenta interina da República Bolivariana da Venezuela.

Além desse significativo currículo, ela é líder de um povo bravio e forte, em especial das comunidades periféricas e de baixa renda, as que mais sentiram as melhorias pelas quais vem passando o país com a revolução bolivariana.

Trump não tem a menor ideia de onde se meteu e nesse momento, ao manter Nicolas Maduro e sua esposa como reféns, sequestrados por violento ataque de guerra, que deixou mais de cem mortos, pode ser o começo do seu fim, pois tentar fazer o governo interino da Venezuela cumprir suas chantagens geopolíticas é quase impossível.

Com sequestradores não se negocia, com imperialistas ianques, se guerreia até o fim, mesmo em desvantagem. Basta lembrar do Vietnã, mas agora, a coleção de forças é outra. Nesse momento, centenas de países já reconheceram o novo governo interino da Venezuela.

Esse sequestro não rompeu a ordem institucional do governo venezuelano e Delcy, rapidamente, já conseguiu restabelecer suas relações multipolares, contando com apoio incondicional e geopolítico de potências como: China, Rússia, Irã, Cuba e Coreia do Norte.

Trump jurava que bastava dar um chute no tabuleiro e sequestrar o rei que as outras peças do xadrez não resistiriam. Mas fez isso fora das regras do jogo, apenas através da força e da chantagem. 

Até parece que, nesse momento, esteja com uma pequena vantagem, mas certamente nunca leu Sun Tzu, "triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar" (A Arte da Guerra, sec. IV a C).

Todos já conhecemos o jogo sujo de Trump e do imperialismo capitalista. Alguns não percebem o seu desespero de uma potência decrépita e em crise, mas a regra é clara e mesmo sendo uma potência imperialista, terá que respeitar, do contrário perderá a credibilidade e o respeito de todos.

*Por Belarmino Mariano. Imagens das redes sociais. Fonte: Esquerda Diário, Brasil 247, Café com Pepe, Plantão Brasil, Andes, IPA e ICL Notícias.

#Venezuelasoberana
#libertaçãoimediatdemaduro 

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