Primavera Estudantil Cor de Brasa na Avenida Paulista e no Brasil, pois ainda há esperança...

.  Por Belarmino Mariano  via Tripalium*

O dia 13 de outubro de 2026 foi tomado por um gigantesco tecido de corpos humanos. O Movimento Estudantil, como um fênix, ressurgiu em um frenético baile de borboletas. Das portas das universidades e institutos federais construídos nos governos Lula e Dilma. 

"A primavera estudantil" não era silenciosa, pois o burburinho das palavras de ordem e os gritos em defesa do legado do presidente Lula, era orquestrado pelos leques multicolor (madi in China), do movimento LGBTQIA+. O vermelho é o tingimento principal, mas era possível vermos todos o gradiente de cores que a democracia ainda permite.

O movimento das redes e das ruas, denotam esperança e confiança de virarmos esse jogo sujo, para muitos é uma questão de vida ou morte, ao exemplo da violência contra as mulheres dos direitos da população indígena, negra, quilombolas e das periféricos.

Os estudantes sentiram que seus direitos estão sendo ferozmente ameaçados, a violência e ódio contra as pessoas LGBTQIA+, também chegou as igrejas católicas, fruto de vandalismo e incêndios criminosos. As universidades públicas sendo incendiadas e por aí vamos assistindo a ascensão n4zifascist4 batendo em nossas portas.

Em uma página do movimento Tribalium, o companheiro Guilherme Boulos (PSOL/SP), em sua voz rouca, falava da importância daquele momento e as imagens da vermelhidão, fazia surgir o sentimento de brasilidade democrática. Como tenho irmãos e irmãs cegas, busquei algumas falas que servem como áudio descrição, tanto para os cegos, quanto para os que se fazem.

O amigo Márcio Guinner, diretamente da Avenida Paulista, próximo ao MASP, comentou assim: "Foi coletivo e fraterno, uma energia difícil de explicar. Havia respeito, cuidado e solidariedade por todos os lados. A juventude cuidava dos idosos e dos cadeirantes. Era bonito ver tanta gente reunida, olhando uns pelos outros. A Paulista já não comportava mais ninguém. Ficamos na rua atrás do MASP, compartilhando aquele momento que parecia maior do que todos nós. Quando Lula chegou, a emoção tomou conta. Gritos, abraços, lágrimas. Pessoas que nem se conheciam se abraçaram.
Foi muito mais do que uma multidão reunida. Foi um sentimento coletivo, uma experiência de afeto e pertencimento que eu nunca tinha vivido. Em toda a minha vida, nunca vi nada igual".

As ruas combinam mais com a democracia do que as redes e sua ciberdemocracia, alimentada pelo ódio e as fake news, todas orquestradas pelas plataformas digitais e bigtechs imperialistas.

Se fosse um país realmente civilizado, autônomo, soberano e independente, essas plataformas seriam todas banidas, pois é assim que extremistas de direita chegam ao poder.

O outro amigo Santos Wellington, disse o seguinte: "Estamos correndo muito perigo, mas há esperança. Até agora, as pessoas que podiam ajudar ficaram quietas, mas também não escolheram os inimigos do povo. Nossa luta também é por essas pessoas, mesmo que não compartilhem da nossa causa. Nós iremos vencer e eles também estarão a salvo. A escolha certa não exige adeptos de nenhuma causa, mas sim de sensatez. A salvação do país será fruto de mentes equilibradas. O voto secreto é um direito, e agora todos devem usufruir para escolher qualquer um dos lados. Os antigos algozes do mundo estão entrando em desespero por que sua queda é inevitável, e nós não cairemos com eles se estivermos do lado certo".

Luiz Eduardo, bem mais comedido, disse: "Foi um encontro de todas as tribos, idades e preferências sexuais, hoje na Paulista a única preferência se chama Lula🥰
Temos que defender nossa Democracia, nossa Soberania e a Constituição Federal, não podemos deixar as instituições serem dilapidadas por uma família que não respeita o País".

Doris Fernandes, foi nos detalhes de uma fala de mulher: "Mãe! Pai! Tio! Tia! Vovó! Vovô! Família brasileira. A ação mais eficiente que fiz até agora é criar uma lista de transmissão com pessoas simples de nossa lista, motoboy, faxineira, carpinteiro, lavador de carro, encanador, pintor, pedreiro, cozinheira etc. Pessoas que são mais vulneráveis às políticas econômicas de Bolsonaro. Precisamos mandar diariamente muitos vídeos e cards para que eles espalhem em suas comunidades. Não adianta muito mandar para gente de classe média. Precisamos sair de nossa bolha".

Gilberto Teles de Souza, não quis ficar calado e nos escreveu dizendo: "Essa união só existe com um povo soberano e a extrema direita se alimenta de mentiras e ódio, mas vamos sem medo de ser feliz, pois quero Lula presidente e, aliás, um feliz dia 13 de outubro para todos".

O camarada Ricardo Durval, fez questão de enfatizar que: "Não passo fome, mas voto por quem passa. Tenho acesso à educação, mas voto por quem não tem.
Não recebo auxílio do governo, mas voto por quem precisa.
É sobre o coletivo, não apenas sobre você! Lula 13".

Josivan Costa, fez um alerta: "Gente foi lindo demais, 13 sempre, só um aviso qualquer comentário de pessoas de direita não responda e deixe eles sem resposta, porque se você responder ao comentário deles, ganha visualização.

Realmente Josivan, fez todos os sentidos e tinha alguns comentários bem robóticos, misóginos, racistas, lgbt-fóbicos e literalmente anti sociais ou sociopatas. Esse é o Brasil que respira uma tensão no ar. Um projeto popular, democrático e de respeito à vida e a nossa soberania, em contraste com um projeto entreguista, antipatriota e inimigo do povo.

Em quem você vai votar? Essa semana vi uma frase que ainda lateja em minha mente. "Existem 3 tipos de eleitores e apoiadores da extrema direita: os bilionários, os milionários e os otários. A diferença entre eles é o saldo da conta bancária".

Marco Antônio, singularmente fez um resumo do que estamos vivendo e sentindo: "Não é mais sobre Lula ou Bolsonaro. É sobre os nossos direitos e os projetos que impactam diretamente a nossa vida. É sobre o SUS, auxílio-maternidade, direitos trabalhistas, 13º salário, férias, reajuste salarial, seguro-desemprego e condições dignas de trabalho. É sobre educação para nós e para os nossos filhos, acesso ao FIES, Prouni e tantos outros programas que dão oportunidade para quem mais precisa. No fim, não é sobre defender políticos. É sobre defender aquilo que é nosso por direito. É sobre o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos e os direitos que conquistamos. É 13 ❤️Lula Presidente".

Eu, como professor de Teoria da Geografia, Geografia Política e Geopolítica, de uma universidade pública, serei um traidor de classe se não votar 13, Lula e Alckmin presidentes. Mas sei de uma coisa. A consciência de classe não se faz num dia, mas no dia da consciência de cada um. Tá chegando a hora...

*Por Belarmino Mariano, 15 de outubro, aos professores e professoras. Fonte: Tripalium.
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